sexta-feira, 5 de junho de 2009

Há dias assim, que se pensar eu vou fugir...

Há dias que foram feitos para nos mostrar que tudo pode piorar de um momento para o outro.

Depois de uma directa sinto-me tranquila, de bem com a vida com novas forças com vontade de abraçar o mundo com um sorriso nos lábios. Quando, de repente, parece que tudo desmorona a tua frente, tudo o que de pior poderia acontecer dá-se no espaço de apenas uma hora. E lá se vão as forças todas e o pior é que estou tão cansada que continuo amorfa sem qualquer tipo de reacção. Só me consigo questionar do porquê de tudo isto, mas o que me aflige mais é que tenho a resposta: POQUE EU MEREÇO!

Relações

Já tentei todo o tipo de relações!

Quando digo isto falo acerca de uma multiplicidade de vertentes, quer do tipo de homem com quem me relacionei quer na forma de as viver. Já tive com homens das mais variadas, com feitios, ideais e formas de estar na vida o mais discrepante que possam imaginar. A forma de estar na relação também foi bastante distinta em todas elas, mas a diferença essencial reside no motivo pelo qual cada uma delas se proporcionou, sendo que essa motivação foi desde o amor, à paixão, à atracção física, ao facto de haver uma grande amizade ou até mesmo ao “deixa experimentar para ver no que dá”.

O problema é que nenhuma delas deu certo o que me leva a pensar que sou a verdadeira culpada, que sou eu que arruíno todos os relacionamentos (claro que “eles” dão sempre uma ajudinha), que talvez não tenha sido talhada para estar com ninguém, que o meu destino é acabar a viver sozinha (como é obvio com a companhia de um gato).

Mas existe uma questão essencial que me impede de aceitar o meu destino solitário, sou completamente dependente de relações. Eu explico! Digo isto porque não consigo estar muito tempo sem nenhuma relação, o que acontece essencialmente devido a necessidade extrema que tenho de compartilhar (verdadeiramente) a vida. Preciso de alguém com quem possa passar a noite inteira a conversar, trocar mimos antes de adormecer, alguém que mande mensagens e ligue só porque sim, ou mesmo alguém a quem me possa mostrar verdadeiramente sem qualquer tipo de barreira ou subterfúgio.

A verdade é que, embora, até agora, nenhuma das relações tenha conseguido resistir, prendi e cresci com todas elas. Provavelmente tudo isto não passa de uma construção pessoal pela qual terei de passar porque é necessário “errar para poder amar” e é por acreditar nisto que vou continuar a tentar, visto que, “não consigo parar e não há nada a fazer”.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Erros.

Li no Blog de uma amiga minha que "todos nós já fizemos asneiras um dia (...) [e que ela] não te[m] fios de cabelo suficientes para os erros que já comet[eu]".

A verdade é que, ao longo da vida, vários são os percalços que nos aparecem pelo caminho. E muitas vezes, mesmo sem querer, tomamos atitudes que nem sempre são as mais correctas ou justas. Mas, a verdade também é que se não cometessemos esses erros não seríamos seres humanos, e muito menos nos sentiríamos completos.

Estes erros são naturais. Existe muito mais em nós do que conhecemos, e nem imaginamos o quanto podemos ser perversos, fortes, convictos, conhecedores... a verdade é que grande parte de nós nunca esteve numa situação de extremos, em que a opção errada podia mudar "o mundo". E por isso, torna-se complicado conhecermo-nos na totalidade.

Outro problema do ser humano é que restringe os seus problemas como "grandes problemas" e não consegue compreender que existe um mundo muito maior do que o seu.

Por exemplo, os problemas amorosos são sem dúvida uma situação que me chateia. E também eu já os tive e às vezes os tenho, mas como em tudo na vida, tendo ser o máximo descontraída.

Porque ele não gosta de mim, porque ele não é homenzinho, porque ele me enviou uma sms bruta, porque ele só quer estar comigo para o sexo, porque ele não é capaz de desabafar e se entregar a mim.... tanta coisa, e tanta coisa que me dá uma impressãozinha na mão e que me leva a querer dar um estalo bem dado na cara das pessoas e dizer-lhes: Abram os olhos! O mundo é muito mais do que isso!!!!
Quantas e quantas vezes vemos os nossos problemas de uma maneira tão egoísta que nem sequer conseguimos ver o "lado da outra pessoa"? Quantas e quantas vezes estamos deprimidas porque houve uma situação que não ultrapassámos e nem pensamos que há pessoas a morrer com doenças, com fome, sem comida, de acidente...?

É verdade, estou a dramatizar. Mas o que é certo é que chegamos ao ponto de nem pensar no nosso "companheiro" e no "seu lado", quanto mais no que nos é ainda mais transcendente.



Não vamos querer passar a vida com ânsias de acertar pois não?

Temos é que sentir que com cada erro que cometemos aprendemos sempre mais um pouco e que a vida se encarrega de automaticamente nos ensinar a crescer. Tudo isto é crescimento. Tudo isto faz com que sejamos pessoas melhores. Tudo isto tem um fundamento. Temos é que tentar sempre compreendê-lo e tentar não repetir o que não é bom de ser repetido. Sem ânsias.
Os sonhos não se partilham, são roubados com demasiada facilidade.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

WELCOME!

Fazer novas amizades é fácil... Mantê-las, cultiva-las, acaricia-las no dia a dia é que é muito difícil... Mas nós somos grandes, gigantes com tres metros de altura :) Sabemos com quem podemos contar, que por mais longe que estejamos, estamos sempre a distância de uma msg, ou de um telefonema... Estamos sempre lá umas para as outras, confiamos até os maiores segredos! Por isso é que somos amigas, de verdade e para a vida. Somos perfeitas, giras, maravilhosas e inteligentes... E na minha opiniao devíamos era ser solteiras! Para andarmos ai na vida na louca, a gozar com esse homens parvalhoes que têm a mania que sabem tudo e que mandam em nós, pfff. Isso queriam eles! Mas estão muito enganados... Quem manda nisto somos nós! Não nos deixamos ser rebaixadas, nem que nenhum homem seja nosso dono. Sei que ao lerem os nossos textos parecemos umas recalcadas, mas nao meus amigos.. Somos tão felizes que às vezes até enjoa! E antes de mais super, mega, hiper CUSCAS! Isso sim, dá-nos vitalidade. E pronto, gostamos muito dos homens que estão na nossa vida, ao nosso lado... São os mais fofinhos, mas quem sabe se serão os homens da nossa vida?! O destino nos dirá :) Já está! O meu texto de boas-vindas... Abraçinhos com Sol e bolhas de sabão

Forma Simples de ESTAR

Chegou uma hora em que era preciso parar de complicar!

A vida tornou-se tão mais fácil… não existia a ansiedade avassaladora da paixão, nem tão pouco das ilusões que o amor costuma provocar. Não havia pura e simplesmente porque não existia, porque não passava de uma construção feita a cada momento, com cada um dos sentidos no seu estado mais puro e desprovido de racionalidade ou mesmo consciência. Surpreendentemente, revelou-se muito melhor, tão mais saudável! Desta forma não havia obrigação, não tínhamos de falar, estar ou sentir só “porque sim” e mesmo quando sentíamos não tínhamos de o expressar, tornando tudo mais espontâneo e agradável.

Sim, eu sei que parece estranho, dá a ideia de que era tudo frio e distante, eu em tempos pensaria exactamente o mesmo, mas … pelo contrário! No fundo até trouxe proximidade e cumplicidade, pois, como não havia qualquer compromisso, que não fosse com a nossa própria consciência, tínhamos a percepção de que cada momento só se proporcionava porque os dois queríamos mesmo que acontecesse.

No fundo estávamos apenas a ir contra a maneira “simples” de agir, a contrariar o que está “escrito” nas regras do aceite como normal, a esquecer as “leis” sociais tornando tudo, não perfeito, mas, pelo menos diferente e mais estimulante, talvez tudo isto não passasse da procura da melhor forma de sobrevivência.

Mas… como em tudo na vida, um dia acabou, tornando-se numa chaga que constantemente me atormenta porque me lembra que há um fim.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Atrações fisicas e afins...

A atracção física é algo que desde há muito me deixa intrigada. 
Olhar para ele e sentir um enorme desejo é algo que me consome. O fruto proibido é o mais apetecido e por isso toda a gente, até quem não confessa, tem uma panca platónica por outra pessoa.
Tudo nessa pessoa nos atrai. A maneira como anda, como fala, do que fala, os gosto musicais, o que come, o que bebe ... TUDO!
No fundo sabemos que não é o homem (ou mulher) da nossa vida mas o que sentimos por ele é mais que físico mas não é amor nem paixão. É estranho, queria conseguir explicar a mim própria esse sentimento ou essa mistura de sentimentos todos os dias mas não consigo. 
Não se sentem borboletas na barriga, não se cora, não se tem vontade de estar a todas as horas e todos os minutos com aquela pessoa, não precisamos sequer de saber o seu nome ou de ser do seu grupo de amigos. 
Mas quando o vemos temos um à-vontade que não temos com alguns amigos, há sempre assunto e nunca nos cansamos nem de ouvir nem de falar, não temos vontade de ir para casa.
No fundo quando chega a acontecer alguma coisa com essa "panca platónica"?
Não sei e sinceramente acho que não quero saber, tenho medo... 

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Temporalidade.

Quem só disse amo-te uma vez na vida?
Aí está a prova de que o eterno amor não tem de existir...
Relações curtas. Relações longas. Relações intensas. Relações distantes.

No fundo o que queremos nós de uma relação?
Com que disposição acordamos diariamente para continuarmos com a relação que temos?
Com que disposição acordamos diariamente para querer modificar a vida com que não andamos satisfeitas?
Com que disposição nos sentimos quando pensamos em dar-nos a conhecer um pouco melhor a alguém?


Ontem, ao acordar, sentia-me deprimida. A vida não corria como eu queria. A relação estava estranha e "sentia-me sem paciência" (frase comum da minha pessoa) para ter uma conversa que mudasse o estado em que relação se encontrava.

Não estava com disposição.



O dia foi passando e a disposição não chegava, o mau-humor continuava. Depois parei. Pensei: assim não dá....se quero continuar com o que quer que seja tenho que ter "disposição" para isso.


E assim foi. Falei com ele e disse-lhe tudo o que pensava. Não me sentia bem. Não gostava de alguns comportamentos. Não gostava da inércia a que assistia. Assim sendo, e se temos diferentes formas de estar na vida, se calhar o "gostar não chega".


E depois, ouvi-o.
Ouvi-o... uma palavra nova na minha vida. Porque antes ele não falava e foram precisos três anos para que finalmente sentir que o estou a ouvir.
Ouvi-o e ele justificou-se. Gosta de mim, diz. Sente-se inseguro com alguns comportamentos. Parece que um amigo comum lhe causa mau estar. Até compreendo tendo em conta o meu passado com esse amigo. Desabafou.

E senti-me bem. Por saber que gosto dele. Por saber que "existe o outro lado". Por saber que há motivos para que as coisas não sejam sempre como estou à espera que sejam.
Por saber que a inércia pode ser explicada e combatida.

Andei atormentada com a "estranha química" que não se consegue explicar. Porque era recíproca e não sabia o que fazer. Uma outra história.

Mas, cada vez mais tenho a certeza: não existe o homem da nossa vida. Não existe o amor perfeito e inabalável. Não existe o amor eterno.

As relações são assim mesmo: com altos e baixos.
Parte de nós dialogarmos para que tudo se torne equilibrado.
Precisamos somente de estar com Disposição.




"Uma boa relação precisa de uma boa base"

No fundo o que queremos não é mais do que uma relação equilibrada.
Onde nos sintamos confortáveis. No sentido em que sentimos à-vontade para falar dos problemas, das dificuldades. No sentido em que confiamos na pessoa. No sentido em que caso haja contratempos não vamos ficar com indisposição para falar.

O importante é acima de tudo resguardarmo-nos porque não nos podemos esquecer que somos sempre as mais importantes da nossa vida.


"Há casos, no entanto, em que a dificuldade de estabelecer uma relação duradoura não reside no medo de decepções nem da possessividade do parceiro. O que existe é a incapacidade de optar por um só estilo de vida".