sábado, 9 de maio de 2009

Um bocadinho de ideial em cada um!

Ando com uma seria dificuldade em compreender as relações de atracção entre diferentes pessoas. Ponho-me a pensar no que todos procuramos. Sim, porque no fundo, bem dissecadas as coisas tem de haver um desejo comum que nos une a todos e que nos permite continuar a conviver enquanto prosseguimos da busca desse tal ideal.

Tenho consciência que ideais não passam disso mesmo, e que a função deles é apenas a de dar alguma utopia à vida, algo maior que sabemos que nunca iremos alcançar mas que nos faz ter força para seguir em frente e partir para outra. Contudo a situação fica mais complicada quando na verdade não temos consciência daquilo que realmente queremos e procuramos, quando o ideal se perde. Falando concretamente de mim que, como é normal, á medida que as circunstâncias da vida se foram alterando e eu própria evoluí o meu ideal de parceiro também foi acompanhando as mudanças e se foi alterando, posso dizer que já foi desde o homem certinho e com um futuro aparentemente promissor ao bad boy que dê cor à minha vida.

Mas quando não temos um ideal definido? Quererá isso dizer que estamos numa fase de indefinição? Que não temos consciência de nós próprios?

Se calhar é calhar é exactamente o contrario, talvez seja uma consciencialização do mundo que nos rodeia e da não existência da tal pessoa que procuramos. Mas se assim for o que é feito da máxima “o sonho comanda a vida”? Embora pense que não há uma resposta lógica e racional não vou desistir de sonhar de pensar que mereço mais, vou continuar a procurar o tal ser ideal, ou pelo menos um bocadinho dele em cada pessoa com quem me relaciono.

"Machos Dominantes"

Há coisas que me fazem bastante confusão e o facto de já não existirem homens como “antigamente” é uma delas. Eu sei que esta questão é um bocado cliché e que acima de tudo pareço bastante nova para dizer e acima de tudo pensar neste estilo de questões, mas no fundo já não sou uma menina inocente e a minha experiência de vida já me permite pensar neste estilo de coisas.

O que é feito dos “machos dominantes” ????

Ok, eu sei que a questão parece estranha, ainda para mais vinda de mim (alguém com uma ligeira ”queda” para o feminismo), contudo, por muito “evoluída” que seja (ou queira parecer) acho que não se podem misturar direitos e capacidades com relações. Sim, queremos homens que nos respeitem, dêem valor e que nos tratem de igual para igual, mas… também precisamos de alguém que nos estimule. E é aí que vem a essência da questão, o estímulo, pois, por muitas voltas que o mundo dê há coisas que não mudam e uma dessas coisas é a relação entre casais. Neste campo, por muito que tentemos disfarçar e camuflar, somos como os animaizinhos, irracionais e instintivos, por isso procuramos (nós “fêmeas”) parceiros com as mesmas características que qualquer outra espécie procura, ou seja, temos preferência por “machos dominantes”). Caro que este conceito é adaptado aos tempos e vontades, mas as características “base” nunca mudam.

Confesso! Estou farta de homens lamechas com crises existenciais que não dão um passo sem pensar nos prós e contras da situação. O que é feito dos homens com personalidade forte que se mostram confiantes, que nos conquistam e que acima de tudo tentam controlar as situações? Com isto não estou a dizer que nos vamos deixar dominar facilmente, nem que vamos sucumbir rapidamente a demonstrações de masculinidade e poder, mas a disputa constante de poder é saudável e precisa-se, por isso se conhecerem alguém com estas qualidades avisem-me porque a minha vida está com um défice de homens com características de “macho dominante”.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

"A causa das coisas" Miguel de Sousa Tavares

“O amor português não é fenómeno ternurento. É grave, como um crime. Os crimes passionais em que somos prodígios são pouco mais do que episódios de amor. Leopardi escreveu uma vez que há duas coisas belas no mundo: o Amor e a Morte. Para os portugueses essas coisas não são assim tão duas. Morrer de amor é mais frequente que amar até à morte. Alguns grandes poetas castelhanos, como Lope de Vega, pasmaram-se com esta confusão em que escolhemos andar. A felicidade jamais é chamada para o assunto. O amor, sempre misturado com a paixão, nunca se vê como um caminho para nada – quanto mais para a felicidade. Na melhor das hipóteses, consiste em ir adiando engraçadamente a desgraça. Todos esperam uma tragédia e ninguém se surpreende muito quando ela acontece (…).”