Já tentei todo o tipo de relações!
Quando digo isto falo acerca de uma multiplicidade de vertentes, quer do tipo de homem com quem me relacionei quer na forma de as viver. Já tive com homens das mais variadas, com feitios, ideais e formas de estar na vida o mais discrepante que possam imaginar. A forma de estar na relação também foi bastante distinta em todas elas, mas a diferença essencial reside no motivo pelo qual cada uma delas se proporcionou, sendo que essa motivação foi desde o amor, à paixão, à atracção física, ao facto de haver uma grande amizade ou até mesmo ao “deixa experimentar para ver no que dá”.
O problema é que nenhuma delas deu certo o que me leva a pensar que sou a verdadeira culpada, que sou eu que arruíno todos os relacionamentos (claro que “eles” dão sempre uma ajudinha), que talvez não tenha sido talhada para estar com ninguém, que o meu destino é acabar a viver sozinha (como é obvio com a companhia de um gato).
Mas existe uma questão essencial que me impede de aceitar o meu destino solitário, sou completamente dependente de relações. Eu explico! Digo isto porque não consigo estar muito tempo sem nenhuma relação, o que acontece essencialmente devido a necessidade extrema que tenho de compartilhar (verdadeiramente) a vida. Preciso de alguém com quem possa passar a noite inteira a conversar, trocar mimos antes de adormecer, alguém que mande mensagens e ligue só porque sim, ou mesmo alguém a quem me possa mostrar verdadeiramente sem qualquer tipo de barreira ou subterfúgio.
A verdade é que, embora, até agora, nenhuma das relações tenha conseguido resistir, prendi e cresci com todas elas. Provavelmente tudo isto não passa de uma construção pessoal pela qual terei de passar porque é necessário “errar para poder amar” e é por acreditar nisto que vou continuar a tentar, visto que, “não consigo parar e não há nada a fazer”.
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