Aí está a prova de que o eterno amor não tem de existir...
Relações curtas. Relações longas. Relações intensas. Relações distantes.
No fundo o que queremos nós de uma relação?
Com que disposição acordamos diariamente para continuarmos com a relação que temos?
Com que disposição acordamos diariamente para querer modificar a vida com que não andamos satisfeitas?
Com que disposição nos sentimos quando pensamos em dar-nos a conhecer um pouco melhor a alguém?
Ontem, ao acordar, sentia-me deprimida. A vida não corria como eu queria. A relação estava estranha e "sentia-me sem paciência" (frase comum da minha pessoa) para ter uma conversa que mudasse o estado em que relação se encontrava.
Não estava com disposição.
O dia foi passando e a disposição não chegava, o mau-humor continuava. Depois parei. Pensei: assim não dá....se quero continuar com o que quer que seja tenho que ter "disposição" para isso.
E assim foi. Falei com ele e disse-lhe tudo o que pensava. Não me sentia bem. Não gostava de alguns comportamentos. Não gostava da inércia a que assistia. Assim sendo, e se temos diferentes formas de estar na vida, se calhar o "gostar não chega".
E depois, ouvi-o.
Ouvi-o... uma palavra nova na minha vida. Porque antes ele não falava e foram precisos três anos para que finalmente sentir que o estou a ouvir.
Ouvi-o e ele justificou-se. Gosta de mim, diz. Sente-se inseguro com alguns comportamentos. Parece que um amigo comum lhe causa mau estar. Até compreendo tendo em conta o meu passado com esse amigo. Desabafou.
Por saber que a inércia pode ser explicada e combatida.
Andei atormentada com a "estranha química" que não se consegue explicar. Porque era recíproca e não sabia o que fazer. Uma outra história.
Mas, cada vez mais tenho a certeza: não existe o homem da nossa vida. Não existe o amor perfeito e inabalável. Não existe o amor eterno.
As relações são assim mesmo: com altos e baixos.
Parte de nós dialogarmos para que tudo se torne equilibrado.
Precisamos somente de estar com Disposição.

"Uma boa relação precisa de uma boa base"
No fundo o que queremos não é mais do que uma relação equilibrada.
Onde nos sintamos confortáveis. No sentido em que sentimos à-vontade para falar dos problemas, das dificuldades. No sentido em que confiamos na pessoa. No sentido em que caso haja contratempos não vamos ficar com indisposição para falar.
O importante é acima de tudo resguardarmo-nos porque não nos podemos esquecer que somos sempre as mais importantes da nossa vida.
"Há casos, no entanto, em que a dificuldade de estabelecer uma relação duradoura não reside no medo de decepções nem da possessividade do parceiro. O que existe é a incapacidade de optar por um só estilo de vida".
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