quarta-feira, 13 de maio de 2009

Os "ses" da vida!

Comecei por ser feliz!

Depois quis ser bailarina, violinista, cantora, magra! Saxofonista, feminista, escritora, independente e até amada…

Foi assim que começou o pesadelo da minha vida com o “ eu quero ser…” porque no fundo eu já fui tudo isto mas não consegui perceber o tempo certo que há para cada coisa e quando realmente “era” a minha vontade de ser outra coisa de não conseguir “dominar o meu estado de ansiedade” de alcançar algo mais, de ir mais longe fez-me deixar escapar tudo por entre os dedos.

E agora a tormenta continua, já não quero ser nada, espero que a vida me traga e diga o que vou ser e em que altura, contudo, são constantemente invadida por um turbilhão de “ses” que me impedem de gozar os momentos. E agora só me resta encontrar algo ou alguém que me mostre “a cura do meu vicio de insistir nestas saudades que eu sinto de tudo aquilo que eu ainda não vi!”

Químicas...

Existe alguém que nunca sentido “química”?

Ok, pode ter os mais variados nomes… interesse, atracção, clik, cumplicidade, amor à primeira vista e ate tesão! (…) Cada um de nós classifica esse tal sentimento que nos puxa uns para os outros de uma forma quase incontrolável e que, nem que seja por breves segundos, nos deixa irracionais, sem conseguir pensar em mais nada a não ser naquele “apelo da carne”.

Sim, eu sei, a forma como estou a descrever parece que é algo um pouco animalesco, no entanto, penso que não deve ser descorado, pois, ao fim ao cabo faz parte na nossa essência enquanto animais, não conseguimos fugir ao facto de, mesmo que não queiramos admitir, em toda a nossa vida haver um ímpeto sexual que não conseguimos evitar.

Não consigo encontrar uma explicação lógica, até já li bastante sobre o tema e há quem diga que são as ferormonas que libertamos, há quem afirme que é por considerarmos que o grau de beleza é semelhante ao nosso ou mesmo por conseguirmos detectar características semelhantes às dos nossos progenitores. Eu pessoalmente julgo que não há um motivo aparente que seja previsível, que deriva de um conjunto de circunstâncias e estados de espírito que nos faz naquela altura, naquele momento específico, ver naquele “ser” o que queremos e precisamos.

O que me intriga é o facto deste sentimento inexplicável, muitas vezes ser recíproco, ou seja, a pessoa da qual, sem sabermos bem porquê, não conseguimos parar de olhar também está a sentir o mesmo. Então, porque não cedemos ao impulso e metemos conversa ou damos “sinais” de interesse???

Talvez porque este estado ilógico provocado pela química só durar breves segundos e depois, embora, a atracção perdure começamos a pesar os prós e contras, a ser invadidos por um conjunto de regras e formas de agir que são consideradas politicamente correctas que se tornam interiormente mais pesadas.

Pois eu quero com essa inércia da vida, da próxima vez que não conseguir desviar o olhar de um desconhecido e sentir que há feedback não me vou conter, posso até sofrer com as consequências, mas prefiro sofrer tomando uma atitude do que ficar mais uma vez a pensar “e se?”.

(Des)Encontros

Passamos a vida em encontros e desencontros! Passam pela nossa vida uma multiplicidade de pessoas com as mais diversas historia de vida, com as quais mantemos diferentes tipos de relações, mas que na sua grande maioria nem sentimos qualquer tipo de identificação.

Mas no fundo nada disto faz sentido, se virmos bem a essência humana é a mesma. A verdade é que cada um de nos tem a sua utopia, sim, ela difere de pessoa para pessoa, mas n deixa de ser A UTOPIA, o motivo comum que nos move, a força que faz girar o mundo.

E se é comum, e se nos move a todos porque não nos une???

Para tentar encontrar uma resposta para esta questão comecei a fazer uma introspecção da minha vida, das pessoas com quem me relacionei, do que as unia e o que as tornava tão diferentes. Foi então que me lembrei de um “amigo” que um dia, e talvez por aparentemente termos muito pouco em comum para além de uma atracção avassaladora, me “abriu os olhos” para uma vertente musical que me era completamente desconhecida e com a qual eu tinha um estigma enorme. Facto foi que quando deixei todos os preconceitos de lado e prestei atenção me senti imensamente identificada.

Nunca mais tive contacto com ele, pois, como se costuma dizer a experiencia foi “curta e grossa” e por isso nem tive tempo de lhe agradecer de ele me ter feito ver uma das maiores da vida: “ os sentimentos são os mesmos, só usamos formas diferentes de os expressar”.