quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Violet's Kitchen Blog: Saídinho do forno ainda com cheirinho a chocolate ...
terça-feira, 23 de junho de 2009
Parece um castigo...
Não sei onde começa o medo e acaba a insanidade. Tenho-me convencido que se trata de uma escolha, de um modo de vida, mas, no fundo, pensando bem vejo que todas as circunstâncias em que me encontro não surgiram do nada, em todas elas existiu a “mão” de uma força maior (qualquer que ela seja) que de uma forma mais ou menos directa me levaram até ao ponto em que estou.
Esta trata-se, provavelmente de uma das fases mais decisivas da minha vida e eu, sem saber bem porquê, não me sinto com capacidade para a enfrentar, pelo que fujo fechando-me no meu mundinho onde só existo eu, a música que não poderia faltar, livros, não todos, somente aqueles que realmente, pelos mais diversos motivos, me marcaram, aqueles com os quais realmente me identifiquei, que nestas alturas releio infinitas vezes, e, claro os meus textos.
Agora que penso nisso, reparo! Desde sempre escrevi, não sei bem porquê nem com que motivação, mas o facto é que ao longo de toda a minha vida (que não é assim tão longa quanto isso) escrevi por tudo e por nada em todo e qualquer lado (se for procurar nos meus cadernos de escola, em todos eles, sem excepção, encontro textos). Muitos desses textos foram perdidos ao longo do tempo, mas também não deviam ter muito interesse, tal como os que escrevo actualmente, porque, na verdade, embora sempre sentisse uma necessidade extrema de escrever nunca fui levada para temas intelectualmente evoluídos. Sempre escrevi, simplesmente, a cerca de mim e do que me rodeia, ou melhor, sempre me dediquei a transcrever para folhas de papel, que sabia à partida que ficariam esquecidas ou mesmo perdidas, sobre a minha visão, muitas vezes egoísta e mimada, do mundo.
Pergunto-me então, porquê escrever para o nada e sobre o nada, sabendo à partida que não vou voltar a ler aqueles textos que na altura de criação pareciam tão sentidos. Porquê retratar épocas, situações ou sentimentos de vida que não terão qualquer importância, pois, passados uns meses ou até dias já estarão esquecidos.
Pensando bem, talvez, esta necessidade se trate de uma fuga, seja apenas uma estratégia para colmatar o facto de não conseguir ser sincera para as pessoas com as quais convivo. Ok! O termo sincera é um pouco forte e desadequado, quando falo nisto refiro-me a transparência, a agir e falar sem qualquer subterfúgio ou capa, pois, só consigo expressar-me verdadeiramente e com clareza através de uma caneta e uma folha em branco. Provavelmente é um erro, visto que, esta condição poderá levar-me a uma situação em que estes objectos são os únicos “seres” que me conhecem, ou até, num caso mais extremo, os meus únicos amigos. Possivelmente se deixasse de escrever tudo se tornasse mais fácil e, assim, fosse obrigada a dizer às pessoas (reais) aquilo que digo às folhas soltas.
Mas… não consigo, é mais forte que eu, sem estes momentos de solidão no meio de uma multidão passados, apenas, a divagar sinto-me vazia, com a sensação de que se os meus pensamentos não forem registados acabarão por ser perdidos como se nunca tivessem existido. Já me disseram que tinha de encarar isto como um talento, mas na verdade eu vejo mais como um castigo, na medida em que, me afasta das pessoas, da realidade e me prende neste mundo estranho onde só existo eu e o meu turbilhão de sentimentos confusos e egoístas.
Bem, a verdade é que não sei do que se trata, mas, não tenho de questionar, apenas de aceitar, pois, por muito que queira não consigo fugir desta situação estranha que agora mesmo me arrastou para esta mesa de café solitária a escrever compulsivamente, apenas sobre o facto de não conseguir parar de o fazer.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Há dias assim, que se pensar eu vou fugir...
Há dias que foram feitos para nos mostrar que tudo pode piorar de um momento para o outro.
Depois de uma directa sinto-me tranquila, de bem com a vida com novas forças com vontade de abraçar o mundo com um sorriso nos lábios. Quando, de repente, parece que tudo desmorona a tua frente, tudo o que de pior poderia acontecer dá-se no espaço de apenas uma hora. E lá se vão as forças todas e o pior é que estou tão cansada que continuo amorfa sem qualquer tipo de reacção. Só me consigo questionar do porquê de tudo isto, mas o que me aflige mais é que tenho a resposta: POQUE EU MEREÇO!
Relações
Já tentei todo o tipo de relações!
Quando digo isto falo acerca de uma multiplicidade de vertentes, quer do tipo de homem com quem me relacionei quer na forma de as viver. Já tive com homens das mais variadas, com feitios, ideais e formas de estar na vida o mais discrepante que possam imaginar. A forma de estar na relação também foi bastante distinta em todas elas, mas a diferença essencial reside no motivo pelo qual cada uma delas se proporcionou, sendo que essa motivação foi desde o amor, à paixão, à atracção física, ao facto de haver uma grande amizade ou até mesmo ao “deixa experimentar para ver no que dá”.
O problema é que nenhuma delas deu certo o que me leva a pensar que sou a verdadeira culpada, que sou eu que arruíno todos os relacionamentos (claro que “eles” dão sempre uma ajudinha), que talvez não tenha sido talhada para estar com ninguém, que o meu destino é acabar a viver sozinha (como é obvio com a companhia de um gato).
Mas existe uma questão essencial que me impede de aceitar o meu destino solitário, sou completamente dependente de relações. Eu explico! Digo isto porque não consigo estar muito tempo sem nenhuma relação, o que acontece essencialmente devido a necessidade extrema que tenho de compartilhar (verdadeiramente) a vida. Preciso de alguém com quem possa passar a noite inteira a conversar, trocar mimos antes de adormecer, alguém que mande mensagens e ligue só porque sim, ou mesmo alguém a quem me possa mostrar verdadeiramente sem qualquer tipo de barreira ou subterfúgio.
A verdade é que, embora, até agora, nenhuma das relações tenha conseguido resistir, prendi e cresci com todas elas. Provavelmente tudo isto não passa de uma construção pessoal pela qual terei de passar porque é necessário “errar para poder amar” e é por acreditar nisto que vou continuar a tentar, visto que, “não consigo parar e não há nada a fazer”.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Erros.
A verdade é que, ao longo da vida, vários são os percalços que nos aparecem pelo caminho. E muitas vezes, mesmo sem querer, tomamos atitudes que nem sempre são as mais correctas ou justas. Mas, a verdade também é que se não cometessemos esses erros não seríamos seres humanos, e muito menos nos sentiríamos completos.
Temos é que sentir que com cada erro que cometemos aprendemos sempre mais um pouco e que a vida se encarrega de automaticamente nos ensinar a crescer. Tudo isto é crescimento. Tudo isto faz com que sejamos pessoas melhores. Tudo isto tem um fundamento. Temos é que tentar sempre compreendê-lo e tentar não repetir o que não é bom de ser repetido. Sem ânsias.
