quarta-feira, 3 de junho de 2009

Forma Simples de ESTAR

Chegou uma hora em que era preciso parar de complicar!

A vida tornou-se tão mais fácil… não existia a ansiedade avassaladora da paixão, nem tão pouco das ilusões que o amor costuma provocar. Não havia pura e simplesmente porque não existia, porque não passava de uma construção feita a cada momento, com cada um dos sentidos no seu estado mais puro e desprovido de racionalidade ou mesmo consciência. Surpreendentemente, revelou-se muito melhor, tão mais saudável! Desta forma não havia obrigação, não tínhamos de falar, estar ou sentir só “porque sim” e mesmo quando sentíamos não tínhamos de o expressar, tornando tudo mais espontâneo e agradável.

Sim, eu sei que parece estranho, dá a ideia de que era tudo frio e distante, eu em tempos pensaria exactamente o mesmo, mas … pelo contrário! No fundo até trouxe proximidade e cumplicidade, pois, como não havia qualquer compromisso, que não fosse com a nossa própria consciência, tínhamos a percepção de que cada momento só se proporcionava porque os dois queríamos mesmo que acontecesse.

No fundo estávamos apenas a ir contra a maneira “simples” de agir, a contrariar o que está “escrito” nas regras do aceite como normal, a esquecer as “leis” sociais tornando tudo, não perfeito, mas, pelo menos diferente e mais estimulante, talvez tudo isto não passasse da procura da melhor forma de sobrevivência.

Mas… como em tudo na vida, um dia acabou, tornando-se numa chaga que constantemente me atormenta porque me lembra que há um fim.

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