quarta-feira, 13 de maio de 2009

Químicas...

Existe alguém que nunca sentido “química”?

Ok, pode ter os mais variados nomes… interesse, atracção, clik, cumplicidade, amor à primeira vista e ate tesão! (…) Cada um de nós classifica esse tal sentimento que nos puxa uns para os outros de uma forma quase incontrolável e que, nem que seja por breves segundos, nos deixa irracionais, sem conseguir pensar em mais nada a não ser naquele “apelo da carne”.

Sim, eu sei, a forma como estou a descrever parece que é algo um pouco animalesco, no entanto, penso que não deve ser descorado, pois, ao fim ao cabo faz parte na nossa essência enquanto animais, não conseguimos fugir ao facto de, mesmo que não queiramos admitir, em toda a nossa vida haver um ímpeto sexual que não conseguimos evitar.

Não consigo encontrar uma explicação lógica, até já li bastante sobre o tema e há quem diga que são as ferormonas que libertamos, há quem afirme que é por considerarmos que o grau de beleza é semelhante ao nosso ou mesmo por conseguirmos detectar características semelhantes às dos nossos progenitores. Eu pessoalmente julgo que não há um motivo aparente que seja previsível, que deriva de um conjunto de circunstâncias e estados de espírito que nos faz naquela altura, naquele momento específico, ver naquele “ser” o que queremos e precisamos.

O que me intriga é o facto deste sentimento inexplicável, muitas vezes ser recíproco, ou seja, a pessoa da qual, sem sabermos bem porquê, não conseguimos parar de olhar também está a sentir o mesmo. Então, porque não cedemos ao impulso e metemos conversa ou damos “sinais” de interesse???

Talvez porque este estado ilógico provocado pela química só durar breves segundos e depois, embora, a atracção perdure começamos a pesar os prós e contras, a ser invadidos por um conjunto de regras e formas de agir que são consideradas politicamente correctas que se tornam interiormente mais pesadas.

Pois eu quero com essa inércia da vida, da próxima vez que não conseguir desviar o olhar de um desconhecido e sentir que há feedback não me vou conter, posso até sofrer com as consequências, mas prefiro sofrer tomando uma atitude do que ficar mais uma vez a pensar “e se?”.

Sem comentários:

Enviar um comentário